Sistema pronto ou sob medida: o critério que decide
A pergunta certa não é qual dos dois é melhor. É se o seu processo é o que te diferencia no mercado ou apenas o jeito que você aprendeu a fazer.

A discussão entre comprar um sistema pronto e construir um sob medida costuma travar no lugar errado: preço. Sistema pronto parece barato porque o custo aparece na assinatura, e sob medida parece caro porque o custo aparece de uma vez.
O critério que resolve é outro. Pergunte se o processo em questão é o que faz a sua empresa ganhar o cliente, ou se é apenas administração.
Folha de pagamento, nota fiscal e contabilidade são administração. Ninguém escolhe um fornecedor porque ele emite nota de um jeito diferente. Nesses casos, sistema pronto é a decisão certa, e adaptar a operação ao software é um preço justo a pagar.
Agora, se o processo é aquilo que o cliente sente na ponta — como você cota, como você entrega, como você trata a exceção que ninguém mais trata — então forçar isso para dentro de um sistema genérico custa duas vezes. Primeiro na licença. Depois na planilha que a equipe cria por fora para cobrir o que o sistema não faz.
Essa planilha é o sinal mais confiável de que a decisão foi errada. Ela aparece em silêncio, alguém mantém, e vira parte crítica da operação sem nunca ter sido projetada para isso.
Existe um terceiro caminho que quase ninguém discute: manter o sistema pronto onde ele serve e construir sob medida apenas a ponta que diferencia. É mais barato que reconstruir tudo e resolve o que a licença não resolve.
O que não funciona é decidir por preço de entrada. O custo de um sistema genérico não está na assinatura: está nas horas que a equipe gasta compensando o que ele não faz, todo mês, para sempre.