O sistema fica pronto e não entra na rotina
Esse é o risco que mais nos preocupa em projeto sob medida. É por causa dele que, em setembro, parte da equipe passou dois dias dentro da Mercedes-Benz.

Um sistema pode ficar pronto no prazo, passar em todos os testes e mesmo assim não entrar na rotina de quem deveria usar. Quando isso acontece, o dinheiro já saiu e o problema continua de pé.
Não se resolve escrevendo mais código. Se resolve no dia em que o sistema encontra a operação.
Por isso, se a entrada em produção pede presença, nós vamos. Em setembro foram dois dias na unidade da Mercedes-Benz, em São Paulo.
O software que entrou lá gera as etiquetas técnicas obrigatórias dos veículos, dentro do fluxo da linha de montagem. Erro de emissão trava veículo, e veículo travado trava a linha. Do escopo definido à produção foram 30 dias, prazo medido por nós.
Estar junto no dia da virada não é cortesia. É quando se confere se o sistema aguenta a rotina de quem vai usar, com a pessoa na frente da tela.
Uma linha de montagem é um caso extremo, e por isso serve de régua. O mesmo cuidado decide o produto em operação de outro porte. Na SJ Trasporti, o aplicativo do motorista registra prova de entrega por foto e permite reportar problema no meio da rota. Esse tipo de detalhe vem de conhecer a rotina de quem está na rua.
Se você tem um sistema em desenvolvimento, pergunte hoje quem vai estar na operação no dia em que ele entrar. Se a resposta for ninguém, ainda dá tempo de colocar esse nome no cronograma.