Seis perguntas para fazer a uma software house antes de assinar
Quem já foi decepcionado por um fornecedor de tecnologia costuma culpar o azar. Na maioria das vezes, o problema estava visível na proposta.

Estouro de prazo e de orçamento é a queixa mais comum de quem já contratou desenvolvimento. E quase sempre o sinal estava lá antes de assinar, escrito de um jeito que passou batido.
A primeira pergunta é sobre a data. Peça o que fica pronto e quando, por escrito, com o que está fora do escopo listado nome por nome. Proposta que promete velocidade em porcentagem, sem data, está prometendo adjetivo.
A segunda é sobre quem constrói. Descubra se quem participa da reunião comercial é quem vai escrever o código. Quando essas duas pessoas são diferentes, o que foi combinado atravessa uma tradução, e é nela que o escopo se perde.
A terceira é sobre o que acontece quando muda. Todo projeto muda. A pergunta não é se vai mudar, é como o contrato trata a mudança: repactua prazo, repactua preço, ou finge que não aconteceu até a entrega atrasar.
A quarta é sobre o código. Pergunte quem fica com ele e onde ele roda. Se a resposta envolve depender do fornecedor para acessar o próprio sistema, o preço real do contrato é maior do que o valor escrito nele.
A quinta é sobre a sustentação. Software entregue precisa de manutenção. Se isso não está na conversa antes de assinar, vira uma negociação nova em um momento em que você já não tem alternativa.
A sexta é a que quase ninguém faz: peça um caso em que o fornecedor recomendou não construir. Quem nunca recusou um projeto está dizendo que aceita todos, e quem aceita todos não está avaliando o seu.
Nenhuma dessas perguntas exige conhecimento técnico. Todas revelam mais do que qualquer portfólio.